Este livro organiza textos apresentados nos últimos 15 anos e testemunha o engajamento assíduo da autora na transmissão da psicanálise e na sustentação da questão polêmica da formação do psicanalista. A questão é elencada em seis capítulos, que reatualizam a “regra de três” estabelecida por Freud para garantir a extensão da psicanálise no mundo e no tempo: análise didática, estudo da teoria, supervisão. O ensino de Lacan tira as consequências da sua orientação lógica e de sua opção ética quando, além deste tripé necessário, ele precisa como inseparável de seus conceitos fundamentais, a Escola, o Cartel e o Dispositivo do passe. Tanto um quanto os outros colocam à prova o irredutível: “autorizar-se de si mesmo”. A deformação do analista, subsequente à sua subversão pela sua análise pessoal, precisa ser garantida pela sua provação permanente: sua maneira de praticar o estudo da teoria e de se arriscar na supervisão será suficiente se, e somente se, permanecerem necessárias e não cessarem de se inscrever. Uma escola de psicanálise é o lugar dessa escrita.
A (de)formação do Psicanalista: as condições do ato
ste livro organiza textos apresentados nos últimos 15 anos e testemunha o engajamento assíduo da autora na transmissão da psicanálise e na sustentação da questão polêmica da formação do psicanalista.
Tayara B. Tomio
Publicado em 17/12/2020

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O dia em que Lacan me adotou
Este texto é o relato, quase o romance de uma experiência que transformou radicalmente a vida de seu autor. Em 1969, sendo então engenheiro agrônomo, Gérald Haddad encontra Jacques Lacan e começa com ele uma psicanálise. Essa aventura vai durar onze anos ao longo dos quais se terá operado uma metamorfose. Pela primeira vez, desde Freud, um psicanalista arrisca contar sua própria análise. Ele nos dá aqui um testemunho único sobre a prática tão controvertida de Lacan, ao qual no entanto o autor presta homenagem.
O inferno do dever
Descobrindo os labirintos do que chama de "neurose de coerção", fascinado pela complexidade dos processos de pensamento que ela põe em jogo, Freud rende homenagem à inteligência de seus dois pacientes, aos quais a psicanálise deve tanto, o Homem dos ratos e o Homem dos lobos.