Cotidiano

Agora que eu perdi, parece que quero mais

Escutei essa frase estes dias na clínica, e sem dúvida já escutei muitas vezes em diferentes versões.

Tayara B. Tomio Publicado em 14/10/2020

Escutei essa frase estes dias na clínica, e sem dúvida já escutei muitas vezes em diferentes versões.

Me fez lembrar de uma fala em um grupo de estudo em que o participante contava a seguinte história: a mãe amamentava o filho recém nascido enquanto o mais velho, de 3 anos, apenas observava. Em determinado momento o filho mais velho diz a mãe que também quer mamar. Ela explica que ele já mamou quando era neném e que agora é a vez do irmão. Nisso ele contesta “Mas eu não sabia!!”. É o nosso famoso não saber/sabido, onde eu passo a desejar quando vejo que não tenho mais.

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A ideia é oferecer um espaço de troca e produção de saber para iniciantes na prática clínica psicanalítica.

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Sobre a cultura do cancelamento

É incrível como a gente não está conseguindo lidar com o diferente. Parece meio contraditório pensar que o mundo está caminhando, o tempo passando e o ser humano está cada vez mais intolerante.

Publicado em 30/05/2020

Sobre a montagem perversa

Em 1963, Hannah Arendt publicou a obra Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. O que ela pretendia que fosse uma mera exposição do julgamento do nazista Adolf K. Eichmann em Jerusalém, converteu-se em uma imensa controvérsia política e moral, a qual acabou por definir a produção filosófica da autora até sua morte, em 1975.

Publicado em 26/07/2021