“Foi sem querer querendo”, “falei de brincadeira” ou ainda “é mentirinha”, pode ser a maneira de uma verdade ser anunciada. Freud já dizia em “Os chistes e sua relação com o inconsciente” que brincando pode se dizer tudo, até a verdade.
Talvez uma tentativa de explicar esta verdade num discurso formal levaria à perda do seu sentido humorístico, fazendo dela um saber sério. Veja na clínica quando o analisando ri (de algo que a priori não é engraçado) que por meio do humor, o sujeito se dá conta de sua condição.
Neste mesmo texto, Freud diz: “Muitos de meus pacientes neuróticos, sob tratamento psicanalítico, demonstram regularmente o hábito de confirmar algum fato pelo riso quando consigo dar-lhes um quadro fiel de seu inconsciente, ocultado à percepção consciente; riem mesmo quando o conteúdo desvelado não justifica absolutamente o riso. Tal fato sujeita-se, naturalmente, a uma aproximação do material inconsciente, íntima bastante para captá-lo, depois que o médico o detecta e o apresenta a ele.”
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Gosto do humor. Talvez uma análise nos ajude a rir mais de nós mesmos e das nossas contradições.
Foi sem querer querendo
“Foi sem querer querendo”, “falei de brincadeira” ou ainda “é mentirinha”, pode ser a maneira de uma verdade ser anunciada. Freud já dizia em “Os chistes e sua relação com o inconsciente” que brincando pode se dizer tudo, até a verdade.
Tayara B. Tomio
Publicado em 26/05/2020
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Por alguns anos fui seguidora fiel e levantei a bandeira de que a psicanálise, acima de tudo, seria A solução. Pelo meu próprio bem e da minha clínica parei com isso.
Sobre a experiência do espelho
Trecho retirado do livro Real, Simbólico e Imaginário do Marcus do Rio Teixeira: “Laznik lembra que não se trata de uma simples experiência da criança diante do espelho. “De fato, o espelho seria o olhar da mãe, não apenas a experiência do espelho [...]”. E não poderia ser de outra forma, caso contrário, o Estádio do Espelho não se daria em crianças cegas de nascença.