A supervisão é um pilar importante para a formação do psicanalista, junto à análise pessoal e aos estudos teóricos. Além da necessidade de troca, em função da solidão do exercício da profissão, a mesma permite articular o universal da teoria com o singular de cada analisante.
Quinet afirma que a supervisão é uma superaudição do caso do analisando e do manejo do analista. Quinet também compara a supervisão, enquanto superaudição, a uma ouvidoria psicanalítica em que o analista-supervisor escuta e remete ao praticante as falhas do saber (dimensão epistêmica) e do ato analítico (dimensão do desejo do analista), tanto em sua condução quanto em seu dizer.
A supervisão é um lugar de elaboração de saber do analista: antes, durante, e depois de cada encontro com o supervisor. E sem dúvida ela reenvia o analista à sua análise pessoal e estudo!
Só temos que tomar cuidado para não transformar a supervisão em um espaço de avaliação. É importante sempre refletir sobre questões de poder, autorização, reconhecimento e responsabilidade.
Formação do analista - Supervisão
A supervisão é um pilar importante para a formação do psicanalista, junto à análise pessoal e aos estudos teóricos.
Tayara B. Tomio
Publicado em 04/07/2020
Compartilhe
Vamos participar dos Grupos de Estudos?
A ideia é oferecer um espaço de troca e produção de saber para iniciantes na prática clínica psicanalítica.CONHEÇA OS GRUPOS DE ESTUDOS
VER GRUPOS DISPONÍVEISVeja mais
O desejo na análise
Engraçado né … fala-se tanto em desejo, mas ao olhar para a prática parece que ao menos no inicio, é muito mais o nosso desejo (enquanto analistas) que está em jogo.
Publicado em 04/08/2020
Formação do analista - Análise pessoal
É no final da análise que se produz um analista, na medida em que pode emergir o desejo de analista, que é o vetor de toda análise.
Publicado em 02/07/2020